A Cidade do Rock viveu neste sábado (5) mais um dia de celebração do rock, em uma jornada marcada por rodas punk, mosh pits, guitarras, vocais intensos e um público completamente conectado com as bandas. No segundo dia do Rock in Rio 2026, dedicado novamente ao gênero, cada artista transformou a cenografia do Palco Mundo em uma nova experiência, explorando, cada um à sua maneira, todas as possibilidades do espaço e dos 2.400 m² de LED que ganharam diferentes formas e narrativas a cada apresentação. Sepultura realizou seu penúltimo show da carreira e sua última apresentação no Rock in Rio, seguido por mgk (Machine Gun Kelly), Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold, que encerrou a noite como headliner. No Palco Sunset, Bad Omens comandou o último show do espaço, depois de apresentações de Poppy, Black Pantera com Nervosa e Malvada com Day Limns, ampliando a diversidade e a potência da programação roqueira.
Luíza Batista, 32 anos, professora do Rio de Janeiro e fã de carteirinha do festival, aprovou o line-up. “Foi o primeiro dia que escolhi para comprar meu ingresso. Minha atração preferida é a banda Bring Me The Horizon”, comentou ela, que está em sua oitava edição do Rock in Rio. “Sou membro do Rock in Rio Club e já vou renovar para marcar presença em 2028. O rock esteve presente na minha vida em muitos momentos. A energia de estar no Rock in Rio é surreal. Faz você viver o aqui e agora e esquecer o que está lá fora, a vida acontecendo. Você só está vivendo o momento aqui”, explicou, diretamente da grade do Palco Mundo.
Palco Mundo transforma a Cidade do Rock em território de riffs e mosh pits
O Palco Mundo começou o dia com um momento histórico: o Sepultura fez seu penúltimo show da carreira e a última no Rock in Rio. A performance revisitou apenas músicas da fase do vocalista Derrick Green, que comandou o público com maestria. Com direito a remanda viking e muitos mosh pits no gramado, do palco a banda entoou sucessos como “Against” e “Choke” em uma apresentação que abusou do telão de LED e proporcionou aos fãs uma experiência arrebatadora.
Na sequência, mgk levou toda sua intensidade e irreverência ao festival com muita pirotecnia, efeitos visuais, dança e guitarra pesada. O artista abriu o show com “Fix ur face”, do seu primeiro álbum, “Lace up” e passeou por outros sucessos da carreira, com “Don’t Wait Run Fast” e “Till I Die”. O bad boy mostrou que estava disposto a tornar sua passagem pelo Brasil especial com muita interação, inclusive em português, e proximidade com os fãs.
O terceiro show da noite no Palco Mundo marcou a estreia do Bring Me The Horizon, uma das bandas mais influentes do rock contemporâneo e também uma das mais pedidas pelos fãs – que tiveram sua expectativa correspondida a altura. O vocalista Oli Sykes se mostrou um verdadeiro maestro diante de uma plateia que estava afinada com todos os comandos do palco e acompanhou o espetáculo, repleto de efeitos visuais potentes por toda a extensão dos LEDs e referências do universo dos games. A sinergia entre fãs e ídolos ficou evidente em canções como “Can you feel my heart” e Teardrops”.
Fechando a noite, o Avenged Sevenfold levou ao Palco Mundo a força do heavy metal em uma apresentação potente, com projeções arrepiantes no gigante LED do Palco Mundo, contando até com efeitos 3Ds que surpreenderam toda a plateia. Riffs pesados, público efervescente e músicas que já são grandes clássicos da banda trouxeram uma atmosfera única para a Cidade do Rock, que viveu um dos grandes shows dessa edição.
Palco Sunset reúne diferentes vertentes do rock e celebra potência, representatividade e novas linguagens
O Palco Sunset também teve um dia dedicado à força do rock em diferentes formatos. A abertura ficou por conta de Malvada, que convidou Day Limns para uma apresentação que transitou entre o hardcore, o pop e o rock. Um dos momentos mais marcantes foi a homenagem à Rita Lee, quando elas cantaram “Ovelha Negra” e exibiram no telão imagens de uma das grandes referências ferminas no rock nacional.
Na sequência, Black Pantera e Nervosa se encontraram em um show que reuniu as duas bandas completas no palco, incluindo duas baterias, e mantiverem a energia lá no alto. O trio dos mineiros abriu com “Hórus” e “Continental”, enquanto Prika Amaral subiu ao Sunset com “Serotonina”. Em uma performance intensa e com letras que abordam temas resistência e questões sociais, a vocalista do Nervosa incentivou uma roda formada somente por mulheres e foi prontamente atendida pelas fãs.
Depois, Poppy trouxe para a Cidade do Rock um universo próprio, transitando por diferentes linguagens e sonoridades que passam pelo pop experimental, metal industrial, rock alternativo e hyperpop. Devidamente vestida com as cores da bandeira do Brasil, a artista transformou o palco em uma extensão de seu universo artístico. Dentre os sucessos apresentados, estava “I disagree”, que rendeu à artista uma indicação ao Grammy.
Encerrando a programação, Bad Omens comandou um show que trouxe a atmosfera única da banda, com sua produção sofisticada e sonoridade que transita entre o metalcore, o rock alternativo, o dark-pop e a música eletrônica. A banda, liderada por Noah Sebastian, equilibrou momentos pesados e emocionais em uma apresentação que manteve o público conectado até o fim.
Show de drones celebra o Dia da Amazônia e reforça parceria com a AXIA Energia para descarbonizar 100% das emissões do festival
O sábado também foi marcado pelo Dia da Amazônia. Para celebrar a data, o céu da Cidade do Rock ganhou um espetáculo especial de drones com cores e formas, reforçando o papel de cada pessoa na preservação da floresta. A apresentação dialoga com o plantio de 15 mil mudas e 1 milhão de sementes de espécies nativas brasileiras que o Rock in Rio realizará na região como parte do processo de descarbonização de 100% das emissões de gases de efeito estufa da edição de 2026, parceria com AXIA Energia.
A trajetória do festival em defesa da floresta reúne iniciativas de grande impacto, como o Amazônia Live, lançado em 2016 com uma apresentação do tenor Plácido Domingo no Rio Negro. O projeto promoveu o plantio de mais de 4 milhões de árvores no território, além de contribuir para a recuperação do rio Xingu e a revitalização de áreas desmatadas. Já em 2025, o Rock in Rio promoveu o Amazônia Live – Hoje e Sempre, um espetáculo memorável no Rio Guamá, direcionando a atenção mundial para a causa e destinando R$ 2 milhões a seis iniciativas locais voltadas à bioeconomia e aos povos da floresta.
Da nova geração ao metal histórico, Espaço Favela, Supernova e Global Village ampliam o mapa do rock
A programação dos demais espaços mostrou que a força do rock se espalhou por toda a Cidade do Rock. No Espaço Favela, Quantum abriu o dia, seguido por Canto Cego, banda de raízes fincadas na cena carioca, até a chegada de Major RD, que encerrou a programação com um show marcado por sucessos de sua carreira e participações especiais.
No Supernova, ZeROBADASS deu início à programação, seguido por MC Taya e LVCAS, que incendiou a plateia. A cantora carioca Jully Sanders, 26 anos, assistiu ao show com esperança. “Eu sou artista também. Já vim em outras edições do Rock in Rio e vi LVCAS aqui na pista igual a mim, curtindo. Hoje ele está se apresentando num show lotado. Quem sabe um dia não sou eu”, acredita. Fechando a noite deste sábado no Supernova, a banda Supercombo apresentou sucessos da carreira.
O dia dedicado ao heavy metal no Global Village começou com a banda paraense Rhegia, que propõe unir o rock aos mistérios e encantos da floresta amazônica. Algumas pessoas que chegaram cedo ao festival pararam para curtir os riffs e elementos sinfônicos do grupo. A segunda atração do espaço foi o Noturnall, que, sob a chuva, animou a plateia com vocais potentes, guitarras pesadas e muita presença de palco. A banda Korzus foi a última a se apresentar. Com um thrash metal impactante, o grupo comandou um público numeroso, que dançou e pulou ao som de uma roda de punk.
“Eu não conhecia a banda, mas fiquei pelo Global Village e curti o som”, relatou a estudante Juliane Oliveira, de 19 anos. “Não consegui vir ontem, mas hoje não tinha como perder. Está sendo muito legal escutar as bandas de que sou fã e ainda descobrir novas”, continuou a carioca.
New Dance Order mantém a Cidade do Rock em movimento madrugada adentro
Enquanto os últimos acordes do rock ecoavam pelos outros palcos, o New Dance Order manteve a pista em movimento. Victor Lou abriu a programação como o Special Opening do dia, seguido pelo encontro entre Camila Jun e Eli Iwasa, que reuniu diferentes referências da música eletrônica em um set sofisticado. Volkoder assumiu a pista na sequência, preparando o público para James Hype, responsável por encerrar a programação da noite com um set de alta energia e batidas que conduziram a Cidade do Rock madrugada adentro.
Venda antecipada de comidas e bebidas pelo aplicativo oficial garante mais praticidade para os fãs
Com a venda antecipada de comidas e bebidas pelo aplicativo oficial do Rock in Rio, o público consegue se planejar antes mesmo de chegar ao festival, escolhendo e garantindo antecipadamente produtos de marcas como Heineken, Coca-Cola, Schweppes Mixed, Red Bull, Crystal e Bob’s. Para comprar, basta acessar o aplicativo oficial do Rock in Rio, selecionar a opção “Comprar Antecipadamente”, preencher ou confirmar o cadastro, escolher o dia em que o produto será consumido e realizar o pagamento, que poderá ser feito por PIX ou cartão de crédito. A compra é exclusiva pelo aplicativo e não está vinculada à aquisição do ingresso, que precisa ter sido garantido previamente para que o produto possa ser retirado na Cidade do Rock.
A venda antecipada segue até as 10h da manhã do dia correspondente ao ingresso do fã. Após o encerramento de cada dia de festival, a venda será reaberta às 6h da manhã e permanecerá disponível até as 10h. Já nos dias 8, 9 e 10 de setembro, quando não haverá programação do festival, a venda continuará aberta e será encerrada às 10h da manhã do dia 11 de setembro. No dia do evento, para retirar o produto, o fã deverá apresentar o QR Code gerado no aplicativo nos pontos de venda participantes. A retirada acontece exclusivamente nos bares fixos de bebidas do gramado que tenham em seu cardápio o produto adquirido, sempre de acordo com a disponibilidade no momento da retirada. Os locais habilitados para receber os pedidos poderão ser consultados diretamente no aplicativo. Cada unidade adquirida terá seu próprio QR Code, que é pessoal e intransferível.
A experiência também chega acompanhada de uma iniciativa de consumo mais consciente. Na compra da primeira bebida, o fã recebe um copo que poderá ser reutilizado ou trocado nas compras seguintes. A partir da segunda compra, ao retornar ou reutilizar o copo, o consumidor recebe desconto no valor da nova bebida, independentemente da marca escolhida. A medida reforça a política sustentável do festival e incentiva o público a participar ativamente dessa dinâmica ao longo da experiência na Cidade do Rock.
Entre os produtos disponíveis na venda antecipada estão opções de alimentação do Bob’s, como o Big Rock e o Rock Cheddar, além de bebidas das marcas Heineken, Coca-Cola, Schweppes Mixed, Red Bull e Crystal. Entre as opções estão água Crystal, chope Heineken, Coca-Cola e Coca-Cola Zero Açúcar, diferentes sabores de Red Bull e opções de Schweppes Mixed.
Caso o fã compre um produto e não utilize o QR Code durante o festival, o valor correspondente será reembolsado automaticamente a partir de 14 de setembro de 2026, sem cobrança de taxa. O reembolso será realizado pelo mesmo meio utilizado no pagamento: em até duas faturas no caso de cartão de crédito ou em até 60 dias para pagamentos feitos via PIX. A compra antecipada de bebidas alcoólicas é exclusiva para maiores de 18 anos que já possuam ingresso para o Rock in Rio 2026. O QR Code referente à compra de produtos não dá acesso à Cidade do Rock.
Confira os meios de pagamento aceitos na Cidade do Rock
Nesta edição, todas as transações de compra no festival poderão ser realizadas com cartões de crédito, débito e pagamento por aproximação nos estabelecimentos, aceitos em qualquer ponto de venda, por meio dos terminais da Laranjinha do Itaú, inclusive pelos ambulantes que circulam pelo gramado. Para aqueles que preferirem levar dinheiro ou pagar por PIX, será necessário carregar um cartão pré-pago em um dos Caixas Cashless distribuídos pelo Rock in Rio, mediante caução de R$5,00, que será devolvido ao usuário quando o cartão for retornado ao final do dia.
Nos cartões de crédito ou débito, serão aceitas as seguintes bandeiras: no crédito, Mastercard, Visa, Diners Club, American Express, Cabal, SoroCred e Banes Card; e, no débito, ELO, Mastercard Débito e Visa Electron. O cartão pré-pago será vinculado ao CPF de cada pessoa e o cadastro acontece no momento da carga em um dos caixas cashless do festival.
Durante o Rock in Rio, dois pontos de caixas cashless estão sinalizados na Cidade do Rock, onde os clientes poderão obter o cartão pré-pago, disponível exclusivamente nos dias do festival. Caso reste saldo no cartão ao final do evento, o público poderá solicitar presencialmente o reembolso do valor do saldo nos caixas cashless, sem cobrança de taxa. Outra opção é solicitar o reembolso online entre os dias 14 e 28 de setembro de 2026.
Para mais informações, o cliente poderá consultar o regulamento da operação Cashless que estará disponível nos caixas do evento e no site do Rock in Rio, além dos Termos e Condições do site do festival.
Rock in Rio tem esquema especial de mobilidade com integração entre MetrôRio e BRT que garante mais conforto e agilidade aos fãs
Para que o público aproveite cada segundo do festival, o Rock in Rio conta com um sólido esquema de mobilidade, com os principais modais de transporte – MetrôRio e BRT – operando de forma integrada em uma dobradinha para garantir ainda mais conforto, agilidade e conveniência aos fãs. Durante o festival, o MetrôRio funciona 24 horas para embarque e desembarque na estação Jardim Oceânico, que é o principal ponto de integração com o serviço especial do BRT Expresso Rock in Rio, que está disponível para compra pelo aplicativo Jaé. O BRT Expresso Rock in Rio oferece viagens diretas e semidiretas até a estação em frente à Cidade do Rock, formando uma operação integrada entre metrô e BRT para facilitar a chegada e a saída do público com mais rapidez, segurança e praticidade. Para quem busca uma experiência diferenciada, o transporte Primeira Classe, sucesso nas edições anteriores, oferece um serviço exclusivo, com embarques em diversos pontos do Rio de Janeiro e da Grande Rio, além de atender fãs de cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais, deixando o público dentro da Cidade do Rock.
Saiba mais sobre os ingressos para o Rock in Rio 2026
Para que o público tenha o acesso ao ingresso digital, todos que garantiram presença em um ou mais dias do festival devem ficar de olho no e-mail cadastrado na Ticketmaster. Será via endereço eletrônico que os fãs recebem todas as instruções, como ativação, transferência etc. A partir do recebimento, o fã deve seguir o passo a passo para ativar o seu ingresso digital – o “Quentro” é compatível com os aparelhos Android e iOS. A plataforma conta com um alto nível de segurança, sendo anticópia, rastreável e compatível com a maioria dos smartphones disponíveis no mercado. Ao baixá-lo, o ingresso já vem salvo com o nome de quem vai acessar o festival.
Sobre o Rock in Rio
1985 marca a primeira edição do evento idealizado por Roberto Medina e que hoje, 41 anos depois, é considerado o maior festival de música e entretenimento do mundo – o Rock in Rio. A história do evento se entrelaça com a do entretenimento no Brasil, sendo responsável por colocar o país na rota dos eventos internacionais, já que pela primeira vez, um país da América do Sul sediou um evento musical dessa magnitude. Em uma área de 250 mil m2, em Jacarepaguá, durante dez dias, 1 milhão e 380 mil pessoas foram iluminadas pela primeira vez e começaram a fazer parte do grande espetáculo. No palco – o maior do mundo na época, com 80m de boca de cena – 15 atrações nacionais e 16 internacionais. Originalmente organizado no Rio de Janeiro, o festival ganhou o mundo chegando a Lisboa (Portugal), onde é realizado até hoje, passando por Madrid (Espanha) e Las Vegas (USA).
Desde a primeira edição, já gerou mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos e, apenas na última, em 2024, um impacto econômico de R$ 2.9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro. Em 2022, o Rock in Rio foi considerado patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. Pelas Cidades do Rock, desde 1985, já passaram mais de 12.3 milhões de visitantes, que assistiram a mais de 4.667 artistas em 141 dias de magia. Dentre os números gigantes do festival, mais de 146 milhões de pessoas alcançadas pelas comunicações nas redes sociais na edição que celebrou os 40 anos do Rock in Rio.
Gerando impactos positivos nos países onde é realizado e consciente do poder disseminador da marca, o Rock in Rio pauta-se por ser um evento com o propósito de construir um mundo melhor para pessoas mais felizes, confiantes e empáticas num planeta mais saudável. Adotando e incentivando práticas que apoiam o coletivo, se une a empresas que possuem este mesmo olhar e diretriz. O festival investiu, junto com seus parceiros, mais de R$ 118 milhões em diferentes projetos, passando por temas como sustentabilidade, educação, música, florestas, entre outros. Apenas na Amazônia, mais de 4 milhões de árvores foram plantadas. A marca foi pioneira em ter a certificação ISO 20121 – Eventos Sustentáveis, é neutra em carbono desde 2006 e, em 2022, começou a trabalhar ambiciosas metas para 2030, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Das 25 edições, dez ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011, 2013, 2015, 2017, 2019, 2022 e 2024), onze em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2022, 2024 e 2026), três na Espanha (2008, 2010 e 2012) e uma nos Estados Unidos (2015).


